Candidatos do PSD a Coimbra e Figueira no Fórum Nacional no Algarve

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Os candidatos do PSD às Câmaras de Lisboa, Porto, Coimbra, Amadora e Figueira da Foz são alguns dos oradores do Fórum Nacional Autárquico do partido, que decorre hoje à tarde em Faro e é encerrado pelo presidente, Rui Rio.

De acordo com fonte do partido, a escolha dos quinze oradores (12 candidatos a câmaras, dois a juntas e um a uma Assembleia Municipal) pretende dar visibilidade quer a “candidatos que nunca o foram”, quer a outros “mais experientes”, bem como a alguns que concorrem “às principais cidades” e também apostar na “diversidade”, dando voz a três candidatas mulheres.

A iniciativa do PSD está marcada para as 16:00, no Teatro das Figuras, em Faro, a cerca de 70 quilómetros do Congresso do PS, que começa logo pela manhã e se estende até domingo, em Portimão.

A abertura do fórum social-democrata está a cargo do presidente da distrital de Faro, David Santos, da líder da concelhia local, Ofélia Ramos, e do secretário-geral do PSD, José Silvano.

Seguem-se as quinze intervenções dos candidatos autárquicos escolhidos, começando por Francisco Amaral, atual presidente da autarquia de Castro Marim e que se recandidata ao terceiro e último mandato.

A segunda oradora da tarde será Fermelinda Carvalho, também presidente de Câmara a terminar o seu terceiro e último mandato permitido por lei em Arronches, e agora candidata a Portalegre (onde defrontará a atual presidente que encabeça um movimento independente, mas que já foi do PSD), seguindo-se Gonçalo Valente, candidato à Câmara de Ourique, uma autarquia presidida pelo PS.

Também discursarão Carlos Condesso, candidato pela segunda vez à Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo, outra autarquia socialista, e Pedro Machado, que disputará a Figueira da Foz com o atual presidente do PS e com o ex-líder social-democrata Pedro Santana Lopes, que se candidata como independente.

O candidato à Câmara de Odivelas Marco Pina (atualmente vereador sem pelouros numa autarquia socialista e ex-árbitro de futebol) e Sónia Ramos, líder da distrital de Évora e candidata à Câmara de Estremoz (presidida por um movimento independente) serão outros dos oradores, que incluem ainda o candidato à Junta de Freguesia de Faro, Bruno Laje, e o recandidato à Junta de Freguesia da Estrela, Luís Newton, também líder da concelhia de Lisboa, e o candidato à Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, Rui Rei.

Mais ao final da tarde, discursarão a advogada e antiga comentadora televisiva Suzana Garcia, cuja escolha como candidata à Amadora não foi pacífica dentro do PSD, e o deputado Duarte Pacheco, que quer disputar ao PS a Câmara de Torres Vedras.

O independente José Manuel Silva, uma aposta da direção para a Câmara de Coimbra, será o antepenúltimo orador do fórum autárquico, antes das intervenções dos candidatos às duas maiores câmaras do país: Vladimiro Feliz, ao Porto (já foi vice-presidente da autarquia quando Rio a liderava), e o ex-comissário europeu Carlos Moedas, a escolha para o município de Lisboa.

Na sessão de encerramento, será feita a apresentação de todos os candidatos ao Algarve (inicialmente prevista para domingo em Albufeira, mas cancelada devido ao internamento do presidente da Câmara local, José Carlos Rolo), antes do discurso final, a cargo do presidente do PSD, Rui Rio.

Rio arrancou na quarta-feira a sua ‘volta’ pelo país no âmbito da pré-campanha e campanha para as autárquicas de 26 de setembro, tendo já passado por alguns concelhos dos distritos do Porto, Vila Real e Viseu.

Do Algarve, o líder do PSD seguirá na segunda e terça-feira para o Alentejo e, no dia 01, passará pelo distrito de Lisboa, com iniciativas já confirmadas na Amadora e em Torres Vedras, num périplo que percorrerá todos os distritos de Portugal Continental.

Nas autárquicas, o PSD concorre sozinho a 153 municípios, integra 146 coligações (lidera 142 e as outras quatro são encabeçadas pelo CDS-PP), e em nove concelhos apoia listas de cidadãos independentes (a maioria nos Açores e na Madeira).

Em 2017, o PSD teve o seu pior resultado autárquico de sempre (e que levou à demissão do então presidente Pedro Passos Coelho): os sociais-democratas perderam oito câmaras em relação a 2013 e conquistaram 98 presidências (79 sozinhos e 19 em coligação).

fonte: noticias de coimbra