Contingência traz horários limitados e ajuntamentos até dez pessoas

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O primeiro-ministro, António Costa, fala aos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ministros no Palácio da Ajuda, em Lisboa, 25 de junho de 2020. Portugal regista até ao momento 1.549 mortes associadas à covid-19, e 40.415 infetados , segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Desde o dia 03 de maio, o país entrou em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março. ANTÓNIO COTRIM/POOL/LUSA

“Desde o início de agosto que tem havido um aumento de novos casos” de covid-19 e na base deste aumento estão “as relações familiares e atividade social”.

O primeiro-ministro António Costa considera que “o crescimento de novos casos que se tem verificado – 646 novas infeções na quarta-feira e 585 esta quinta-feira – “está abaixo do que seria um crescimento exponencial”.

No final da reunião de Conselho de Ministros, que analisou as medidas a vigorar a partir de 15 de setembro, quando todo o país voltar à fase de contingência, Costa frisou que “o aumento de novos casos se verifica desde o fim do confinamento, no início de maio” mas em relação ao “risco de transmissibilidade nunca nos afastamos muito do 1”.TELETRABALHO E HORÁRIOS DESFASADOS EM LISBOA E NO PORTOVER MAIS

Fazendo foco “nas últimas semanas, desde o início de agosto que tem havido aumento de novos casos” em grande medida “devido a relações familiares e atividade social”, acrescentou.

Os novos casos de infeção dizem respeito, essencialmente, a pessoas na faixa etária dos 20-39 anos, pelo que, apesar do aumento de infeções verifica-se “uma estabilização no número de pessoas internadas” e igualmente no número de óbitos.

Com o regresso das férias de verão e a reabertura das escolas para o ano letivo 2020/2021 “entramos numa nova fase e é preciso adotar medidas preventivas”, anunciou o primeiro-ministro.

Assim, enumerou as medidas que vão vigorar a partir de 15 de setembro para todo o país, e que já vigoram na Área Metropolitana de Lisboa (AML), relativas ao estado de contingência.

fonte:jn