Empresário explica motivos da providência cautelar contra festa do Avante

115

Deu entrada esta segunda-feira no Tribunal do Seixal uma providência cautelar contra a realização da Festa do Avante. O pedido foi interposto pelo empresário palmelense Carlos Valente, distribuidor de uma marca internacional de equipamentos de som para festivais.

Ao JN, o homem que também é presidente do Palmelense há um ano diz que a providência cautelar nada tem de político. “Em nome pessoal, entendi como ato de cidadania travar a atividade económica, não a política, da festa do Avante”.

O empresário de 50 anos concorda com as medidas restritivas à realização de festivais e outras concentrações para impedir a propagação do covid-19 e mostra “indignação” por a festa do Avante se realizar.

“Se temos as discotecas fechadas, os festivais adiados, indigno-me perante a realização de um evento como o Avante que vai reunir mais de 33 mil pessoas que vão partilhar o mesmo espaço durante três dias, comer juntos e acampar durante a noite”, disse.

Carlos Valente preconiza mesmo que se houver um surto grande na Área Metropolitana de Lisboa devido à Festa do Avante, regressa o estado de emergência e “todo o esforço que os empresários estão a fazer para que as atividades económicas regressem em segurança no próximo ano perde o efeito”.

Aquele empresário palmelense considera mesmo que “se os privados estão impedidos de realizar as atividades económicas, a organização do Avante também tem que o fazer, já que afinal, não há diferença entre o Meo Sudoeste e a Festa do Avante”.

Carlos Valente foi até 2013 diretor geral de uma marca de equipamentos de som e desde então é o distribuidor em Portugal. O empresário salientou na providência cautelar que não está contra atividade política, mas sim a atividade económica na Festa do Avante e considera que a palavra chave é a “coerência”.

fonte:jn