Francisco, por amor a Coimbra

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Clarificadas que estão as águas, é momento de olhar finalmente para as autárquicas com o respeito e seriedade que merecem. Coimbra precisa de uma candidatura agregadora no espectro do centro-direita. Precisa de uma candidatura que dê a esperança de acreditar que é possível muito mais e muito melhor. Que nos faça acreditar nas virtudes da iniciativa privada na construção de uma economia local robusta. Que faça de Coimbra uma cidade onde apeteça viver, aprender, trabalhar e desfrutar. E aqui, a meu ver, o CDS está em condições de fazer a diferença.

Agora que Coimbra volta a ter um presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, a quem tive o privilégio de ouvir da sua boca, ainda enquanto presidente da Juventude Popular, o amor que sente pela cidade onde nasceu, não podemos perder esta oportunidade. Imagino o que lhe terá custado dizer não a Coimbra nas legislativas, quando se sacrificou integrando a lista do partido ao círculo eleitoral do Porto, em segundo lugar. Eu próprio, na altura presidente da Comissão Política Distrital de Coimbra, propus o nome de Francisco Rodrigues dos Santos a Assunção Cristas para cabeça de lista por Coimbra.

Estando colocada de parte a possibilidade da já tradicional candidatura do presidente do CDS à Câmara Municipal de Lisboa, Francisco Rodrigues dos Santos só poderá e deverá ser candidato a presidente da Câmara Municipal de Coimbra. Desde logo, porque será um exemplo de que há muito mais país para além de Lisboa, mas também porque será a liderar pelo exemplo que calará os que o acusam de se resguardar ou de falta de coragem.

Francisco Rodrigues dos Santos não é covarde.”

Nunca, como hoje, Coimbra precisou de recuperar a influência política na esfera nacional que perdeu em 20 anos e duas gerações de políticos medíocres, onde são honrosas as poucas exceções. Gerações de políticos que deixam pesada herança de irrelevância, envelhecimento, degradação económica e social e um futuro muito pior do que o presente
que receberam. Tudo isto tem um nome e um partido no topo da lista, Manuel Machado e o Partido Socialista.

Uma candidatura de Francisco Rodrigues dos Santos, estou certo, será agregadora e terá o apoio dos seus habituais parceiros políticos, mas, acima de tudo, dará a Coimbra o estatuto que merece, ao acolher uma candidatura ambiciosa do mais jovem líder partidário de um partido com tradição municipalista e fundador da nossa democracia. Francisco Rodrigues dos Santos, que pode vir a liderar gerações, teria, assim, a possibilidade de vir a liderar uma cidade com um enorme potencial, a sua cidade natal, rumo ao futuro que todos, sem excepção, desejamos. O momento é este, o desgaste da gestão socialista é evidente e Coimbra está farta de 25 anos de Manuel Machado nestes pouco mais de 40 anos de
democracia.

Uma visão jovem e moderna de futuro é o que Coimbra ambiciona e é exatamente o que Francisco Rodrigues dos Santos, o mais promissor jovem político português, de acordo com a Forbes, pode dar a Coimbra. Como dizem “nuestros hermanos”: ilusión! Entusiasmo!
Dizemos nós.”

É difícil encontrar, atualmente, na esfera do CDS, alguém com o gáudio e jovialidade de Francisco Rodrigues dos Santos. Atente-se no discurso proferido na recente noite eleitoral das presidenciais e tudo fica claro. Francisco Rodrigues dos Santos faz cumprir objetivos, aquilo que Coimbra precisa e não encontra na governação socialista de Manuel Machado e
companhia. E são tantos, esses objetivos: ligar Coimbra a Viseu por autoestrada; concluir a ligação à Beira Interior por IC ou IP, passando pelo distrito que vive mais a nascente; concretizar o metro de superfície e restaurar a ligação ferroviária a Miranda do Corvo e Lousã; atrair e fixar indústria (de preferência não poluente); garantir oportunidades aos jovens de Coimbra que aqui desejam viver; igualar ou aproximar a oferta cultural de Lisboa e Porto; promover o desporto local (já agora, apoiar a Académica na primeira liga, sem deixar de dar suporte a todas as modalidades com presença na cidade); estudar e implementar ligações aéreas à região de Coimbra, assegurando uma solução que considere o destino Coimbra como prioritário; afirmar a região de Coimbra como área metropolitana e consolidar a sua liderança; e tantos mais poderia aqui mencionar.

A ambição das gentes de Coimbra e o arrebatamento que Francisco Rodrigues dos Santos transporta e transmite parece me ser a combinação perfeita para uma afirmação vitoriosa do património da democracia-cristã que Francisco Rodrigues dos Santos tão bem representa, conjugando o timing único com o rasgo e a coragem que vão ser exigidos ao líder do CDS. Como candidato à maior e mais importante capital de distrito depois de Lisboa e Porto, terá a oportunidade de demonstrar o potencial que lhe valeu a eleição no último congresso.

Só assim será possível mobilizar o partido, com um acto de verdadeira coragem do seu presidente.

Opinião de Rui Nuno Castro
Presidente da Mesa do Plenário Concelhio de Coimbra do CDS-PP

fonte: noticias de coimbra