Impacto da pandemia vai pesar nas doenças oncológicas e saúde mental

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O diretor do serviço de Infecciologia do Centro Hospitalar de Setúbal defende que o impacto da pandemia vai fazer sentir-se a vários níveis, mas sobretudo nas doenças oncológicas e na saúde mental de doentes e profissionais de saúde.

“Eu não tenho dúvidas nenhumas do impacto que se vai sentir a muitos níveis, na saúde mental, por exemplo, e não só dos doentes, mas dos próprios profissionais [de saúde]. Eu não tive metade das minhas férias”, afirmo o especialista, em entrevista à agência Lusa.

Contudo, o responsável sublinha: “Mas não é a altura, nem seria apropriado, queixar-me que estava exausto. Eu tenho é de ir para a frente de batalha”.

Questionado sobre o impacto nos doentes não covid, uma vez que muitos rastreios estiveram suspensos e que houve consultas e cirurgias adiadas, o especialista reconheceu: “as pessoas têm de perceber que, perante a impossibilidade, que toda a gente entende, de fazer duas coisas, temos que optar por fazer uma”.

“Se temos uma pandemia não podemos tratar todos como mereciam Então nós temos que tentar acabar com a pandemia o mais depressa possível para voltarmos a tratar os outros doentes”, disse o diretor da Infecciologia do Centro Hospitalar de Setúbal, sublinhando que as falhas para com os doentes não covid não aconteceram “na mesma proporção” em todas as áreas.

De acordo com os dados divulgados pelo Movimento Saúde em Dia, liderado pela Ordem dos Médicos e pela Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, houve uma redução de entre 30 a 50% de encaminhamento de doentes para consulta de especialidade nos hospitais.

O diretor do serviço de Infecciologia do Centro Hospitalar de Setúbal defende que o impacto da pandemia vai fazer sentir-se a vários níveis, mas sobretudo nas doenças oncológicas e na saúde mental de doentes e profissionais de saúde.

“Eu não tenho dúvidas nenhumas do impacto que se vai sentir a muitos níveis, na saúde mental, por exemplo, e não só dos doentes, mas dos próprios profissionais [de saúde]. Eu não tive metade das minhas férias”, afirmo o especialista, em entrevista à agência Lusa.

Contudo, o responsável sublinha: “Mas não é a altura, nem seria apropriado, queixar-me que estava exausto. Eu tenho é de ir para a frente de batalha”.

Questionado sobre o impacto nos doentes não covid, uma vez que muitos rastreios estiveram suspensos e que houve consultas e cirurgias adiadas, o especialista reconheceu: “as pessoas têm de perceber que, perante a impossibilidade, que toda a gente entende, de fazer duas coisas, temos que optar por fazer uma”.

“Se temos uma pandemia não podemos tratar todos como mereciam Então nós temos que tentar acabar com a pandemia o mais depressa possível para voltarmos a tratar os outros doentes”, disse o diretor da Infecciologia do Centro Hospitalar de Setúbal, sublinhando que as falhas para com os doentes não covid não aconteceram “na mesma proporção” em todas as áreas.

De acordo com os dados divulgados pelo Movimento Saúde em Dia, liderado pela Ordem dos Médicos e pela Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, houve uma redução de entre 30 a 50% de encaminhamento de doentes para consulta de especialidade nos hospitais.

“Se bem que isto seja um traço comum, não é verdade na mesma proporção em todas as especialidades e em todos os hospitais. Por exemplo, o meu serviço não interrompeu uma primeira consulta, não interrompeu nenhuma consulta de seguimento”, exemplificou José Poças, reconhecendo, contudo, que se estão a internar menos doentes.

De acordo com os dados do Movimento Saúde em Dia, também se realizaram menos 25 milhões de exames de diagnóstico (-25%) e ficaram por fazer milhares de rastreios aos cancros da mama, do colo do útero, do cólon e reto.

“Há aqui um fenómeno: as pessoas têm medo de ir. Só as pessoas que tinham mesmo de ir é que foram. A maior parte conteve-se”, disse José Poças, dando conta de casos de doentes “a dizerem que estavam convictos de que tinham situações muito menos graves que aquelas que nós estávamos a tratar e, portanto, queriam poupar-nos para nós nos dedicássemos aos outros”.

“Mas acho que o grande impacto vai ser sobre aquelas doenças que, estando presentes, não dão sintomas numa primeira fase, como as doenças oncológicas. Há imensos exemplos”, disse o especialista, frisando que, nestes casos, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

O diagnóstico precoce “tem um tratamento e um prognóstico e o diagnóstico tardio tem outro”.

“Muitas vezes o tempo do tratamento ideal e curativo já passou e o paradigma disto são as doenças oncológicas. E é fácil perceber porquê”, acrescentou.

O diretor do serviço de Infecciologia do Centro Hospitalar de Setúbal defende que o impacto da pandemia vai fazer sentir-se a vários níveis, mas sobretudo nas doenças oncológicas e na saúde mental de doentes e profissionais de saúde.

“Eu não tenho dúvidas nenhumas do impacto que se vai sentir a muitos níveis, na saúde mental, por exemplo, e não só dos doentes, mas dos próprios profissionais [de saúde]. Eu não tive metade das minhas férias”, afirmo o especialista, em entrevista à agência Lusa.

Contudo, o responsável sublinha: “Mas não é a altura, nem seria apropriado, queixar-me que estava exausto. Eu tenho é de ir para a frente de batalha”.

Questionado sobre o impacto nos doentes não covid, uma vez que muitos rastreios estiveram suspensos e que houve consultas e cirurgias adiadas, o especialista reconheceu: “as pessoas têm de perceber que, perante a impossibilidade, que toda a gente entende, de fazer duas coisas, temos que optar por fazer uma”.

“Se temos uma pandemia não podemos tratar todos como mereciam Então nós temos que tentar acabar com a pandemia o mais depressa possível para voltarmos a tratar os outros doentes”, disse o diretor da Infecciologia do Centro Hospitalar de Setúbal, sublinhando que as falhas para com os doentes não covid não aconteceram “na mesma proporção” em todas as áreas.

De acordo com os dados divulgados pelo Movimento Saúde em Dia, liderado pela Ordem dos Médicos e pela Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, houve uma redução de entre 30 a 50% de encaminhamento de doentes para consulta de especialidade nos hospitais.

“Se bem que isto seja um traço comum, não é verdade na mesma proporção em todas as especialidades e em todos os hospitais. Por exemplo, o meu serviço não interrompeu uma primeira consulta, não interrompeu nenhuma consulta de seguimento”, exemplificou José Poças, reconhecendo, contudo, que se estão a internar menos doentes.

De acordo com os dados do Movimento Saúde em Dia, também se realizaram menos 25 milhões de exames de diagnóstico (-25%) e ficaram por fazer milhares de rastreios aos cancros da mama, do colo do útero, do cólon e reto.

“Há aqui um fenómeno: as pessoas têm medo de ir. Só as pessoas que tinham mesmo de ir é que foram. A maior parte conteve-se”, disse José Poças, dando conta de casos de doentes “a dizerem que estavam convictos de que tinham situações muito menos graves que aquelas que nós estávamos a tratar e, portanto, queriam poupar-nos para nós nos dedicássemos aos outros”.

“Mas acho que o grande impacto vai ser sobre aquelas doenças que, estando presentes, não dão sintomas numa primeira fase, como as doenças oncológicas. Há imensos exemplos”, disse o especialista, frisando que, nestes casos, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

O diagnóstico precoce “tem um tratamento e um prognóstico e o diagnóstico tardio tem outro”.

“Muitas vezes o tempo do tratamento ideal e curativo já passou e o paradigma disto são as doenças oncológicas. E é fácil perceber porquê”, acrescentou.

José Poças destacou a “grande trasfega” de profissionais para as áreas dos doentes covid, “porque havia uma maior necessidade e era mais premente dar assistência ao internamento”, sublinhando que, no campo médico, as especialidades como a medicina interna, infecciologia e pneumologia “não tinham o número de internos suficientes” para responder à “avalanche” da procura de janeiro.

“Era manifestamente impossível ser de outra forma”, disse.

Poças defendeu que a criação de hospitais apenas dedicados à covid-19 teria sido “uma boa solução”, pois os hospitais antigos tiveram todos de se adaptar, criando circuitos diferentes para os doentes. Contudo, disse que “a organização hospitalar em Portugal talvez não permitisse”.

Como exemplo dessa adaptação, aponta a Área de Doentes Respiratórios (ADR), montada num espaço pré-fabricado. “Era impensável responder à pandemia nesta fase [janeiro] com as instalações que tínhamos na primeira fase”

Se assim não fosse, disse, teriam morrido muito mais pessoas.

Segundo dados oficiais, no pior mês da pandemia (janeiro), as mortes por covid-19 justificaram cerca de 28% do total de óbitos (19.452).

fonte:noticias de coimbra