Marcelo Rebelo de Sousa afirma que não iria “sair a meio de uma caminhada exigente e penosa”

89

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou hoje que cumpre “um dever de consciência ao recandidatar-se a Presidente da República e que não iria “sair a meio de uma caminhada exigente e penosa” na atual conjuntura de pandemia.

“Não vou sair a meio de uma caminhada exigente e penosa, não vou fugir às minhas responsabilidades, não vou trocar o que todos sabemos irem ser as adversidades e as impopularidades de amanhã pelo comodismo pessoal ou familiar de hoje. Porque, tal como há cinco anos, cumpro um dever de consciência”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, na pastelaria Versailles, em Belém, Lisboa.

Após anunciar a sua recandidatura ao cargo de Presidente da República, no mesmo espaço que funcionou como sede de campanha da sua candidatura às eleições presidenciais de 2016, o antigo líder do PSD e comentador televisivo explicou por que retardou este anúncio.

“Digo-vos isto só agora, ou seja, anuncio-vos isto só hoje porque quis promulgar as novas regras eleitorais antes de convocar a eleição, porque quis convocar a eleição como Presidente antes de avançar como cidadão, e ainda e sobretudo porque, perante o agravamento da pandemia, no outono, quis tomar decisões essenciais sobre a declaração do segundo estado de emergência, as suas renovações e a sua projeção até janeiro, em tempos tão sensíveis como o Natal e o fim do ano, como Presidente, e não como candidato”, justificou.

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que se candidata a um segundo mandato porque há “uma pandemia a enfrentar” e também “uma crise económica e social a vencer” e considerou que esta é “uma oportunidade única de, além de vencer a crise, mudar para melhor Portugal”.

“Mudar para melhor Portugal na economia, mas, sobretudo, no nosso dia a dia, reforçando a nossa coesão e territorial, combatendo a pobreza e a exclusão, promovendo o emprego, com investimento, crescimento e melhor distribuição da riqueza”, prosseguiu.

Em seguida, defendeu que é preciso que isso continue a ser feito “com proximidade, com descrispação, com pluralismo democrático, mas diálogo e convergência no essencial, com um Presidente independente, que não instabilize, antes estabilize, que não divida, antes una os portugueses, e que puxe sempre pelo que de melhor existe”.

fonte: noticias de coimbra